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A eletrocardiografia é
indiscutivelmente a base de toda a Cardiologia moderna. Desde os trabalhos iniciais de
Willian Einthoven, professor de Fisiologia da Universidade de Leyden, que em 1901, aos 41
anos de idade, desenvolveu as bases teóricas para o surgimento daquele método
complementar que revolucionaria a prática médica cardiológica que o sucederia - o Eletrocardiograma.
Veio a ser agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina de 1924. Atualmente este método
compõe a avaliação inicial padrão de qualquer investigação no tocante a todas as
doenças do coração. Com aparelhos atuais totalmente computadorizados em questão de
segundos são processadas todas as informações pertinentes ao ritmo cardíaco e
infere-se inclusive sobre a própria anatomia do órgão. Permanece soberano em questões
pertinentes à presença ou não de isquemia sobre o músculo cardíaco, sendo
inestimável seu valor no atendimento emergencial ao paciente em processo de infarto agudo
do miocárdio.
Observa-se atualmente surgimento de novos métodos de aproveitamento da informação
eletrocardiográfica com o surgimento da Eletrocardiografia de alta resolução, estudo
da variabilidade da frequência cardíaca e o Mapeamento eletrocardiográfico de
superfície, sempre com o intuito de aumentar a sensibilidade diagnóstica do método
original.
Procure realizar um eletrocardiograma simples pelo menos uma vez ao ano para permitir um
aspecto preventivo quanto ao diagnóstico precoce de doenças que acometem o aparelho
cardiovascular. |